EDUCAÇÃO OU ENSINO?
Até bem pouco tempo atraz eu acreditava que a “progressão continuada”, nome que se dá à nova maneira como se passa de ano na escola regular paulista, não era correta: “Onde já se viu o aluno não ter que ter notas boas pra passar de ano? Como se avaliar se ele merece estar na série subseqüente, se sua passagem é automática?” Estas questões ficavam por responder, pois não conhecia, e tampouco conheço ainda, como é que funciona a tal “progressão continuada”
Como nome e sigla pomposa são o que não faltam em nosso país, nem vou tentar desvendar as verdadeiras intenções e motivos que levaram os nossos líderes políticos a tomarem tal caminho.
No entanto, levando em consideração apenas as questões mais rasteiras de nosso mundinho cá de baixo, mudei de idéia e explico:
Sou músico e ministrei aulas a diversos jovens e percebi que se o cara não quiser, não aprende. Pode dar aula a vida toda que nada acontece.
Tudo o que precisamos do ponto de vista biológico nasce com a gente e, quando não nasce, como andar, falar, ir ao troninho, comer à mesa, sentar e outras ações aparentemente triviais que não me ocorrem no momento, todos à nossa volta se esforçam nos segurando, repetindo o que falamos errado, às vezes nos corrigindo para o mais errado ainda, ralhando quando cuspimos no prato ou até quando o lambemos e ainda se seguramos de forma adequada o talher e, considerado o nosso berço, até qual talher, em que hora, devemos utilizar e tal e coisa e coisa e tal...
De maneira geral nós, quando vamos aprender a ler, fazer contas, saber o que já aconteceu, como é que se planta, ou se faz uma casa, ou uma rua, ponte, prédio, onde jogar o lixo, o que podemos salvar nesse lixo pra que não se torne um empecilho à nossa sobrevivência (afinal não sabemos se vamos acordar amanhã e isto está entre as coisas que não precisamos aprender); limitamos-nos a aprender o ESTRITAMENTE NECESSÁRIO.
Considerando que político e dirigente público brasileiro via de regra tomam decisões casuísticas e, na maioria das vezes fisiológicas, não acredito que tenha havido uma ampla discussão a respeito do assunto a ponto de saberem como as coisas aconteceriam de fato (experiências, atributos necessários ao corpo docente – afinal estão tendo de administrar situações inusitadas como justificar a presença de alunos que efetivamente não estudaram no ano anterior e certamente não estudará no ano vigente etc.). Portanto concluo que tenha sido a única maneira politicamente correta que encontraram para livrar a todos: Escolas, professores, funcionários, alunos que estudam e que não estudam; do verdadeiro calvário em que se torna uma jornada com pessoas que querem e outras que não querem percorrê-la, minimizando os efeitos obviamente maléficos causados pela mistura de idades e objetivos e antecipando a saída do sistema daqueles que, convictamente ou não, não desejam estar ali.
Por outro lado não me parece que o ensino formal seja imprescindível para que a sociedade funcione bem. Temos diversos exemplos de pessoas bem sucedidas (vide Lula, Vicente Matheus etc.) que nunca tiveram acesso a ele, às vezes por opção própria. Se todo mundo fizer faculdade (e aí não estou falando de construir prédios), quem será o pedreiro, o faxineiro, o eletricista, o lixeiro etc. Se o fulano quer ser feliz trabalhando em algo de menor valor agregado é um direito dele
O que precisamos é que a educação em casa não tenha a “tal progressão continuada”: Se a criança não percebe, cabe aos pais ensiná-las que seu direito termina onde começa o de outra pessoa. Aí caberá “REPETIR O ANO” QUANTAS VEZES FOREM NECESSÁRIAS, pois o respeito é o pai de todos os ensinamentos, formais ou não.
Como diz José Saramago: “-Os livros religiosos em geral, possuem como premissa a seguinte frase: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS, quando deveriam conter: RESPEITAI-VOS UNS AOS OUTROS”
Antonio Luiz Pessin

Olá seu Pessim, verdade, nós somos do tempo que se repetia quantas vezes fosse nesseçario,mas depois que um analfabeto se tornou presidente da republica vc acha que realmente precisa- se estudar? claro que não, pois o cara quer todo mundo despreparado para ele fazer o que bem entende, eu digo que é usando tapa aquele que o burro usa mas isso é apenas um detalhe, e os professores que quando recebeu o titulo de EDUCADORES ficaram todos envaidecidos, agora que percebeu que não tem só que alfabetizar e sim educar os mal educados filhos dos outros,fihos bastardos filhos das putas e coisa e tal,não querem mais esse rótulo de EDUCADORES, acordaram, mas vamos que vamos, bola pra frente, um abraço ZANATA.
ResponderExcluirVleu Fininho
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