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ESCREVER É MUITO BOM, MAS SABER SER LIDO, É MUITO MELHOR

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Aos amigos que, mesmo sendo grama, sempre compartilham o cardápio.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

REJUVENECIMENTO POLÍTICO


NÃO ENTENDAM COMO RECLAMAÇÃO, pois durante quase toda a minha vida me intitulei: Apotílico, Ateu, Areligioso, Azarado e últimamente teem-me chamado de Anormal, certamente pelo tamanho de meu nariz ou minha barriga, que, como disse o Ubaldo, tem tornado um simples “amarrar calçados” em uma modalidade olímpica. Entendam sim como MEA CULPA, termo que, desde os sanguinários Caesares, inspiradores dos conquistadores, caudilhos e ditadores modernos, quando ao pé da eternidade é utilizado para justificar todas as mazelas e desumanidades por eles praticadas. Não querendo esperar estar tão perto da vida eterna para tentar me redimir e sem querer aconselhar, mas já aconselhando, espero que os mais jovens leiam e pensem no que estou dizendo.

Como últimamente tenho tido tempo e saco para não fugir da informação, muito ajudado por esta maravilha que é a internet, que já julgo coisa de Deus, sim pois se a natividade de Jesus tivesse sido informada pela net, certamente Ele seria unanimidade, mas seu pai, que não é burro (já que toda unanimidade é burra), deixou passar 2000 anos para permitir sua implantação, dando-lhe assim a maior qualidade humana, legada diretamente a Adão e Eva: o livre arbítrio.

No entanto isto acaba sendo um tiro no pé, já que somente fazemos uso desse arbítrio para fugirmos de nossas responsabilidades. Não deveríamos portanto reclamar daqueles que, não acreditando nessa fuga, abraçam mais e mais responsabilidades, frequentemente “dando a cara a tapa”. Evidentemente acabam ficando com as divisões de tarefas e benesses, travestidas de direitos e obrigações. Naturalmente muito mais direitos para eles e muito mais obrigações para os demais, que tem que contentar-se com querelas.

Frequentemente vemos nossos líderes, eleitos por nós, oferecendo bolsa isso, bolsa aquilo, falando em saúde de graça, escola de graça, segurança de graça e tanta coisa de graça que até parece graça mesmo. Não contentes, quando temos oportunidade, ainda tentamos dar uma chegada a um deles pedindo mais alguma coisa “Sacumé”: Ser amigo de político bem sucedido nos coloca perto do poder, consequentemente “mais igual perante a lei” do que os outros. Acho até que a única diferença entre nós e eles, os políticos, é o posicionamento geográfico (Eles lá e nós aqui, com as mesmas aspirações e megalomanias)

Outra coisa engraçada é que, via de regra, nenhum desses eleitos que tanto dão de graça o que não lhes pertence, utilizam-se desses serviços e doações, senão vejamos: Já viram político usar o serviço público de saúde, excetuando-se é claro, os de referência ( Incor etc. )? E recebendo bolsa familia? Formando seus filhos aqui no Brasil em escolas públicas? (Claro que, depois de fazerem os melhores colégios e cursinhos pré vestibulares pagos, às vezes eles acabam estudando no ITA, na USP, ou nas maiores universidades federais, aliás aí se encontra uma das perversões do ensino público nacional: rico estuda até o colegial em escola particular e daí pra frente em escola pública e pobre faz o caminho inverso: primeiro estuda em escola pública e depois nas Unibandidos da vida, o que só contribui para a piorar o sistema). E segurança: Os caras, além de morarem em condomínios palacianos, andam com um monte de seguranças particulares. Pra que polícia?

Hoje participo de um clube que passa por algumas dificuldades. A maior delas é conseguirmos colaboradores entre os mais jovens. Como eu, eles não querem se envolver em questões para as quais não veem solução de curto prazo. Provavelmente, também como eu, todos tenham as soluções na ponta da língua, mas todas passam por matar alguém, jogar uma bomba atômica, recomeçar do zero e tanta coisa mais que, hoje, querendo apenas prolongar o máximo possível minha vida útil, vejo a inutilidade dessas bravatas sem sentido, a não ser tirar o nosso c. da seringa.

Dentre todas as soluções propostas e utilizadas pela sociedade, moderna ou não, a política é a única maneira de levarmos adiante nossa aspiração de nos perpetuarmos no topo da cadeia biológica de nosso planeta. A organização social passa por ela. Ainda que nunca contemple a todos, quando a utilizamos e, mesmo inconcientemente o fazemos diariamente, ela é a única mantenedora de nossas relações.

Quem ainda não se deparou com reuniões de condomínio, pais e mestres, sociedades de amigos do bairro, vazias ou com discussões sem palta, que não levam a nada; ruas em que vizinhos nunca se falam ou varrem as suas calçadas até chegar à divisa seguinte, lá deixando o lixo acumulado que seguirá até o último vizinho do quarteirão que terá que utilizar um “trator” para removê-lo?

Um dos preceitos que regem a política é que o direito de um termina onde começa o do outro, mas sem discussão e divisão de tarefas, esses direitos e obrigações ficam meio à deriva, sobretudo por termos o péssimo “hábito humano” de compararmos nossas virtudes com os defeitos dos outros, situação em que ficamos imbatíveis.

A participação está no dia a dia, desde não deixarmos um idoso atravessar uma rua sem ajudá-lo, até nos preocuparmos com o horário do caminhão recolhedor de lixo, de maneira a não deixarmos nosso lixo exposto por muito tempo.

A juventude tem que mudar alguma coisa, ingressando na política e politizando-se a partir do primeiro nível que é dizer bom dia a seu vizinho, conhecê-lo, saber de suas aspirações, suas reclamações etc., sob o risco de, quando forem mais velhos, estarem na mesma situação em que eu e muitos amigos meus estamos hoje: “Reclamando”

Jovens, não façam como nós: Ficando alienados em nome da sobrevivência.

A sobrevivência hoje permite que muitos de vocês possam ingressar na política de maneira a alterar este estado de coisas que há tanto tempo nos incomoda.

Arregacem as mangas e não permitam que essas “lideranças coronelísticas”, tão comuns em nosso quadro político, os acompanhem e a seus descendentes “AD ETERNUM”

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SUCESSO = FELICIDADE OU FELICIDADE = SUCESSO



Sou músico amador e, por essas coisas da vida acabei influindo e ensinando as bases de alguns instrumentos para meus filhos. Tínhamos até um grupo musical, mas em dado momento me jubilaram e formaram uma banda de rock, liderada pelo mais velho e agregada de mais dois amigos, que frequentavam a mesma escola onde eles fizeram a segunda parte do primeiro grau.

Quando nossos filhos nascem a gente nem pensa direito no que eles serão, apesar de alguns de nós tentar fazer um planejamento que julgamos infalível, passando a fazer uma poupança que lhes servirá para a universidade, garantindo assim seu sucesso e consequente felicidade.

Um pouco por relapsividade assumida e muito por nunca ter acreditado que a gente detenha a fórmula para o sucesso de quem quer que seja, inclusive o nosso, caso contrário não divulgaríamos nem para nossos filhos, sob o risco de eles espalharem e a gente começar a fazer água, já que todos teriam acesso à citada fórmula, eu particularmente nunca dei muita atenção a essa coisa de planejamento. No entanto sempre fiquei atento a tudo o que estava acontecendo e, no que pude influenciar, procurei sempre dar o melhor de mim.

Lendo uma entrevista do Roberto Schyniashiki, concedida à revista “Isto É”, comecei a pensar em sucesso e felicidade. Se um incorre necessariamente no outro. Tanto na minha vida profissional quando ainda era empregado como agora, quando a banda de meus filhos procura o famigerado sucesso, se depara com tantos percalços que, volta e meia, chega à beira da dissolução do grupo: Falta dinheiro, prestígio, oportunidade e tanta coisa mais que o “fulano fica minado”, sem saber se continua ou pára definitivamente, ou até procura outro caminho. Enfim tudo parecendo mostrar que o cara não merece o buscado sucesso.

Acontece que, no caso da banda de meus filhos, considerando onde chega a maioria das pessoas, em qualquer área de atuação, artística ou não, esse sucesso já passou muito de qualquer expectativa que pudesse ter sido feita quando da fundação da banda. Mas como todos buscamos a perfeição, o melhor carro, a melhor geladeira, ser o mais cheiroso, que não peida nunca, isto fica relegado a um plano perverso e desestimulante, que pode nos levar terminantemente ao insucesso, aí sim incorrendo na infelicidade.

Posso garantir que tocar um instrumento (bem ou mal, tanto faz) e cantarmos, (remuneradamente ou não), dá um prazer indescritível. Não cansa, às vezes enche mas a gente tira de letra e, ao final de horas de cantoria, a gente, exausto, está feliz, não tem depressão, dorme como um bebê e sente o gosto do sucesso verdadeiro: aquele que não nos custou nada nem a quem nos aplaudiu.

Acredito que o que está faltando pra nós humanos é nos contentarmos com o sucesso que alcançamos, quando alcançamos, pois, como quase tudo, ele, apesar de efêmero, dá muito mais prazer do que o que possamos comprar: Um carro por exemplo, é novo até sair da loja. Mais efêmero que isso...

Não sou contra o consumo, até porque dependo dele, mas não concordo em balizarmos nossas vidas nessas aquisições, de maneira que nos esqueçamos dos verdadeiros valores que nos empurram para frente, não como seres sociais simplesmente, mas seres dotados de espírito. Muito mais do que aquele espírito que os religiosos cultuam que tem vida eterna “até porque pra sempre é um saco”, mas o espírito que sentimos todos os dias quando acordamos e nos sabemos vivos, tendo mais uma oportunidade de nos redimir, tornando-nos melhores do que éramos no dia anterior.

Esse espírito, por mais ateu ou atôa que sejamos, está latente, independentemente de nossa condição social, se estamos doentes, se somos menos favorecidos, gays, putas, bêbados, bandidos, políticos ( bandidos políticos e políticos bandidos também ).

Para ganharmos na loteria basta fazer um joguinho e ficar esperando: Até o bilhete correr a gente ganha um montão de vêzes, soluciona os problemas de todos os amigos e familiares, ri de tudo e ainda, de quebra, faz outros joguinhos, já que estamos com sorte, e damos varias voltas ao mundo. Tudo isso depende apenas de como estamos espiritualmente.

Sendo assim o sucesso sempre estará garantido e nossa felicidade também.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

DEUS EXISTE



PHILÓSOPHO QUE SOU, tenho pensado muito na existência de Deus, talvez pela proximidade cada vez maior da eternidade ou mesmo por observar a miséria em torno do mundo que acaba nos deixando em dúvida sobre a existência de um ser caridoso, onipotente e onipresente, cujo caráter seja tão volúvel a ponto de, caso não se acredite nele, deixar seres humanos, no melhor estilo ditatorial e caudilhesco, à deriva.

Por outro lado, já que nós, eleitos por Ele para sermos os legítimos representantes dos trópicos, concordamos quase unamimente, em que pese uma ou outra tragédia, que Deus só pode ser brasileiro, comecei a pensar em sua nacionalidade:

- Já que nas notas de dolar existe a expressão: Em Deus nós confiamos e os americanos, pelo menos os ricos, parecem se sentir os donos do mundo, poderia achar que Ele é yankee, mas lembrei que essa dominação tem sido cíclica e, só nos últimos 500 anos, foi exercida por Espanha, Portugal, Inglaterra, França etc. (E até uma beiradinha pela Alemanha ). Certamente em breve haverá outro povo qualquer com esta atribuição.

-Quem manda de fato hoje em dia são os Judeus que, ao redor do planeta tem quase a totalidade do monopólio das comunicações e estão metidos em tudo quanto é negócio. Além de se manterem como um “povo uno”, mantém empresários e políticos em todas as escalas de poder, pois são Israelitas por opção e multi nacionais por nascimento. Assim pode ser que Deus seja mesmo judeu e Jesus Cristo, que os católicos acreditam ser filho Dele, não é o messias, que segundo a crença judaica, ainda virá para nos redimir. Quando esse enviado aparecer, como é o costume humano, certamente muita gente morrerá na guerra dos que acreditarem contra os demais.

-Cerca de 2 dos quase 7 bilhões de viventes em nosso planeta acredita que Deus seja Alá, que concedeu ao profeta Maomé ( 570-632 DC ) os ensinamentos da verdade absoluta, sendo que muitas dessas pessoas falam árabe, em diversos dialetos.

Poderiam então êles, os muçulmanos, estarem com a razão e Alá ser o verdadeiro Deus.
Mas Alá, como um deus medieval, não ouve nem argumenta apenas ordena. O resultado são constantes guerras, insurgências e desrespeitos aos direitos fundamentais que tanto nos custaram, além de extremismos que aniquilam impiedosa e indiscriminadamente pessoas inocentes, que exigem bem menos de Deus.

-Volta e meia me deparo com a televisão ligada ao acaso num canal em que algum pastor evangélico ( antigamente chamados genericamente de protestantes ou crentes ) dita aos berros sua inabalável fé, ou mesmo troco de canal a procura de algum outro para comparar as doutrinas e pregações. Acabo ficando pasmo com a cara-de-pau de boa parte deles quando apresentam milagres ao vivo: Uma mulher que supostamente estava há anos atrelada a uma cadeira de rodas de repente sai pulando e o pastor esfusiantemente diz: ¬Já dá pra concorrer no salto triplo!! Noutra igreja aparece um cego de nascença que, depois de devidamente abençoado pelo pastor, “começa a ler a biblia” ( O cara nem se tocou que, se era cego, não poderia saber ler ).

Apesar da quantidade de seguidores ser cada vez maior e, somando todas as facções, já ser um número expressivo, comparável às maiores religiões, declino da idéia de que Deus seja evangélico, mesmo concordando que esse Deus, apesar de usurário, é um ser presente e preocupado mais com a vida e felicidade de seus fieis, enquanto eles estão vivos.

Outra coisa que eu não sabia é que a biblia evangélica paga direitos autorais a um cidadão pela sua tradução do hebraico, que os doou à Igreja Batista (não sei qual delas).

Soube também que a igreja católica paga esses direitos diretamente ao Vaticano. Dessa maneira o “DE GRAÇA RECEBESTES, DE GRAÇA DAI (MT 10:8)”, ficou no esquecimento.

-Poderia divagar ainda pelas diversas fés asiáticas ou até pelas interplanetárias, apelando para o Dr. Spok ou até o Dart, dos cavaleiros Jedai, mas acho que seria inútil. Sempre me depararia com a vil condição humana que, invariavelmente manipula e domina os povos atravéz das religiões, a ponto de, lembrando aquele caso do Jim Jones que para o Chico Anisio virou Tim Tones, levou quase mil pessoas ao suicídio coletivo mas, até hoje, seu corpo e de sua esposa, nunca foram encontrados.

Para fechar assunto tão polêmico só mesmo com uma anedota que costumo contar para exemplificar a conveniência das religiões:

Em certo hospital do Rio de Janeiro (é de propósito) um rapaz comprovadamente morreu e, depois de declarado morto, milagrosamente ressucitou. Aquilo foi motivo de diversas manchetes em todos os jornais do mundo, a ponto desse rapaz tornar-se celebridade digna de Big Brother. Algum tempo depois, ainda no auge da fama, foi brutalmente raptado por uns grandalhões que o levaram imediatamente para o Vaticano, à presença de sumo pontífice ( Para nosso presidente: Sumo patife ). Este lhe perguntou:

¬Meu filho... Deus existe? Depois de pensar um instante o rapaz respondeu:
¬Santidade, é uma honra conhecê-lo. Sou católico fervoroso mas... não... não existe.
¬Não diga isto meu filho. Para guardar seu segredo nós lhe daremos um milhão de dólares.

Sai da Capela Cistina todo contente e, nem bem põe os pés na calçada, outros dois brutamontes o dominam e o levam para o Kremlin (ainda era o tempo da guerra fria). Na época o chefe da temível KGB o colocou em uma sala escura e começou o interrogatório:
¬Camarada... Deus existe?
¬Olha aqui... eu sou socialista... li Marx inteirinho... mas... existe.
¬Não pode ser. E nossa doutrina? – Daremos um milhão de dólares americanos para que você guarde segredo. – Fechado o acordo ele se pôs a caminho.

De novo na rua, de novo dois brutamontes etc. o levam para a Casa Branca.
Novo interrogatório:
¬Deus... Afinal existe ou não existe?
¬Existe – responde.
¬Não falamos. Os soviéticos estão errados e nós certos.
¬Mas – Interpõe o gaiato – È negro.

A conclusão a que chego é a mesma a que chegou Nelson Rodrigues:

SOU ATEU – GRAÇAS A DEUS
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