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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

EDUCAÇÃO OU ENSINO?

EDUCAÇÃO OU ENSINO?

Até bem pouco tempo atraz eu acreditava que a “progressão continuada”, nome que se dá à nova maneira como se passa de ano na escola regular paulista, não era correta: “Onde já se viu o aluno não ter que ter notas boas pra passar de ano? Como se avaliar se ele merece estar na série subseqüente, se sua passagem é automática?” Estas questões ficavam por responder, pois não conhecia, e tampouco conheço ainda, como é que funciona a tal “progressão continuada”

Como nome e sigla pomposa são o que não faltam em nosso país, nem vou tentar desvendar as verdadeiras intenções e motivos que levaram os nossos líderes políticos a tomarem tal caminho.

No entanto, levando em consideração apenas as questões mais rasteiras de nosso mundinho cá de baixo, mudei de idéia e explico:
Sou músico e ministrei aulas a diversos jovens e percebi que se o cara não quiser, não aprende. Pode dar aula a vida toda que nada acontece.

Tudo o que precisamos do ponto de vista biológico nasce com a gente e, quando não nasce, como andar, falar, ir ao troninho, comer à mesa, sentar e outras ações aparentemente triviais que não me ocorrem no momento, todos à nossa volta se esforçam nos segurando, repetindo o que falamos errado, às vezes nos corrigindo para o mais errado ainda, ralhando quando cuspimos no prato ou até quando o lambemos e ainda se seguramos de forma adequada o talher e, considerado o nosso berço, até qual talher, em que hora, devemos utilizar e tal e coisa e coisa e tal...

De maneira geral nós, quando vamos aprender a ler, fazer contas, saber o que já aconteceu, como é que se planta, ou se faz uma casa, ou uma rua, ponte, prédio, onde jogar o lixo, o que podemos salvar nesse lixo pra que não se torne um empecilho à nossa sobrevivência (afinal não sabemos se vamos acordar amanhã e isto está entre as coisas que não precisamos aprender); limitamos-nos a aprender o ESTRITAMENTE NECESSÁRIO.

Considerando que político e dirigente público brasileiro via de regra tomam decisões casuísticas e, na maioria das vezes fisiológicas, não acredito que tenha havido uma ampla discussão a respeito do assunto a ponto de saberem como as coisas aconteceriam de fato (experiências, atributos necessários ao corpo docente – afinal estão tendo de administrar situações inusitadas como justificar a presença de alunos que efetivamente não estudaram no ano anterior e certamente não estudará no ano vigente etc.). Portanto concluo que tenha sido a única maneira politicamente correta que encontraram para livrar a todos: Escolas, professores, funcionários, alunos que estudam e que não estudam; do verdadeiro calvário em que se torna uma jornada com pessoas que querem e outras que não querem percorrê-la, minimizando os efeitos obviamente maléficos causados pela mistura de idades e objetivos e antecipando a saída do sistema daqueles que, convictamente ou não, não desejam estar ali.

Por outro lado não me parece que o ensino formal seja imprescindível para que a sociedade funcione bem. Temos diversos exemplos de pessoas bem sucedidas (vide Lula, Vicente Matheus etc.) que nunca tiveram acesso a ele, às vezes por opção própria. Se todo mundo fizer faculdade (e aí não estou falando de construir prédios), quem será o pedreiro, o faxineiro, o eletricista, o lixeiro etc. Se o fulano quer ser feliz trabalhando em algo de menor valor agregado é um direito dele

O que precisamos é que a educação em casa não tenha a “tal progressão continuada”: Se a criança não percebe, cabe aos pais ensiná-las que seu direito termina onde começa o de outra pessoa. Aí caberá “REPETIR O ANO” QUANTAS VEZES FOREM NECESSÁRIAS, pois o respeito é o pai de todos os ensinamentos, formais ou não.
Como diz José Saramago: “-Os livros religiosos em geral, possuem como premissa a seguinte frase: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS, quando deveriam conter: RESPEITAI-VOS UNS AOS OUTROS”


Antonio Luiz Pessin

2 comentários:

  1. Olá seu Pessim, verdade, nós somos do tempo que se repetia quantas vezes fosse nesseçario,mas depois que um analfabeto se tornou presidente da republica vc acha que realmente precisa- se estudar? claro que não, pois o cara quer todo mundo despreparado para ele fazer o que bem entende, eu digo que é usando tapa aquele que o burro usa mas isso é apenas um detalhe, e os professores que quando recebeu o titulo de EDUCADORES ficaram todos envaidecidos, agora que percebeu que não tem só que alfabetizar e sim educar os mal educados filhos dos outros,fihos bastardos filhos das putas e coisa e tal,não querem mais esse rótulo de EDUCADORES, acordaram, mas vamos que vamos, bola pra frente, um abraço ZANATA.

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