Estudo divulgado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) revela a quase absoluta impunidade de autoridades protegidas pelo foro privilegiado. Segundo esse levantamento - que abrange o período de 1988 a 2007 -, nenhuma das 130 ações criminais protocoladas no Supremo Tribunal Federal (STF) contra autoridades resultou em condenação até agora. No mesmo período, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acumulou 333 processos e até hoje apenas 5 deles (1,5% dos casos) deram em condenação - houve 11 absolvições e o restante ainda não teve concluída sua tramitação.
No melhor exercício "coronelístico", aliás de direito adquirido desde sempre, concedido por Deus em pessoa, vemos nossos baluartes políticos empregarem parentes a rôdo e, a "antiga reserva moral", que eram os antagonistas de outrora, beija-lhes os pés e tenta, de todas as maneiras possíveis, se manter no poder. É a famosa "sinuca de bico"
Um exemplo que nunca vai sair da moda já que virou até adjetivo é nosso querido ex-prefeito rouba-mas-faz que foi inocentado por arquivamento de vários processos no STF.
No caso do Túnel Airton Senna donde a policia apurou terem sido desviados vários milhares de dólares (evito falar em quantias por que elas nada significam pra nós, vis mortais que sequer teremos o prazer ou desprazer de, algum dia de nossas vidinhas medíocres, vermos dinheiro como esse que derreteu).
Talvez, se pudéssemos transformá-la em feijão ou arroz, coisas que sempre (sempre?) estão em nosso prato diário; ou na cerveja nossa de cada dia, por exemplo:
A denúncia de desvio, no caso da Águas Espraiadas e do túnel, perfaz um total de R$ 5.000.000.000,00 (CINCO BILHÕES) que, dividido pelo preço da geladinha mais cara (R$5,00) dá um total de 50.000.000 (cinquenta milhões) de cevas.
Olha o que o cara nos tirou.
Veja se não é motivo pra revolução já? Temos que fazer alguma coisa. Se isso acontecesse num boteco que conheço, na primeira cerveja roubada já haveria morte com certeza. Quem sabe nós, bêbados inveterados ou casuais, não estejamos com a solução. Afinal temos que proteger as fortunas dos cervejeiros do mundo.
Brincadeira à parte o fato é que, diante das denúncias que aparecem em nossa imprensa, agora mais que diariamente, somos roubados “na caruda”, tal como se nos tirassem o pão da boca e nada podemos fazer. Parece que todos estão com o rabo preso a todos, inclusive nós que aceitamos a informalidade de 60%, segundo alguns levantamentos, que nos torna cidadãos de segunda classe que faz suas compras sem nota, nas lojas de contrabando e de “produtos cabritos”, só faz compra a prazo se o estabelecimento não exigir comprovação de renda, o que expertamente todos os grandes comerciantes já resolveram fazendo um seguro que nós próprios pagamos. Não temos acesso aos créditos e facilidades formais que o governo disponibiliza etc. etc.
Mais um exercício: Dizem que no mínimo 40% da economia está na informalidade, portanto se 33% do PIB (Produto Interno Bruto) é imposto este imposto só pode sair dos 60% restantes logo quem paga imposto paga cerca de 50% de seus rendimentos brutos, ou então a informalidade não é privilégio apenas dos pequenos, estando diluída também entre os grandes que aparecem todo dia nos jornais, estes sim tendo acesso a todas as facilidades que a formalidade pode oferecer.
“ORTORIDADES” não receiem, podem meter a mão que nada acontece nem acontecerá. Basta terem pelo menos trinta anos que, de recurso em recurso chegam aos setenta e à impunibilidade tão desejada. E nós, produto do padeiro (massa de manobra), estamos aqui pra viabilizar e aceitar tudo, em nome de nossas parcas vantagens.
Se não dá certo, a gente faz de conta, igual à Emília, do Sitio, aquela cópia mal feita da TV mesmo!

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