DIA desses tive de ir até o quilômetro 13 da Via Anhanguera, importante estrada de São Paulo, coisa de 30 quilômetros de minha casa. Para a cidade de São Paulo esta não é uma distância muito grande, mas, hoje em dia, com o acúmulo de veículos, está se tornando quase intransponível.
Levei mais de hora e meia pra chegar a meu destino, que, considerando meu caminho ser através de vias expressas, tornou a tarefa uma odisséia digna de Ulisses ou Camões.
Não sei se conseguiremos manter o crescimento esperado para nosso país, sobretudo se baseado, como hoje o é, na produção de automóveis e caminhões. Tenho notícias que dão conta que as principais cidades brasileiras padecem do mesmo problema. Não sei onde vamos parar, quer dizer, não sei como iremos andar.
Nesta “viagem” que fiz pude observar novamente algumas coisas que, apesar de campanhas educativas, cursos de direção defensiva, inteligente etc. não dão o resultado esperado.
Quando o engarrafamento começa a inteligência termina e diversas barbaridades acontecem (Com todo respeito aos bárbaros). As relações ficam tão ruins que é difícil até explicar.
Por exemplo, se um veículo está quebrado só nos cabe desviar do mesmo.
ERRADO, pois existem alguns motoristas que acham ser possível passar por cima dele ou, quem sabe até atravessá-lo igualzinho ao tele transportador do Capitão James Kirk do seriado Jornada nas Estrelas. Param atrás daquele veículo e ficam buzinando freneticamente. Quer dizer: Acham que o cara “está de sacanagem” e, os que estão mais atrás ainda, acompanhando o imbecil e inflando-se de burrice, montam em suas buzinas, também achando que todo mundo que está à sua frente deliberadamente não quer andar. Invariavelmente, quando vão passando pelo veículo avariado, ficam com aquele “ar de idiota”. Quase sempre olham para o outro lado como que dizendo: Não fui eu.
Quando participamos do curso que nos habilita a dirigir, recebemos um livrinho no qual, quase como artigo primeiro, parágrafo único, é mencionado o fato de que precisamos estar atentos a tudo que acontece à nossa volta e eu, “quase perfeito”, procuro praticar esse ensinamento o tempo todo.
Nesse mesmo dia, no percurso de retorno, na marginal do Rio Pinheiros, importante via de São Paulo, o trânsito seguia aos 60 km/h e, a despeito desses filmes que equipam os automóveis estarem cada vez mais escuros, ficando quase impossível a gente ver alguma coisa através deles, observei, dois ou três carros à minha frente, que outro veículo tentava sair de uma baia, dessas que servem como área de escape, caso tenhamos algum problema que nos obrigue a parar.
Vendo a situação difícil daquele motorista, pus a mão esquerda pra fora indicando ao veículo de trás que iria diminuir a velocidade a fim de abrir algum espaço para sua saída. Até aí tudo bem, pois o espaço realmente se abriu e o cara conseguiu retornar ao fluxo normal.
O que se seguiu é que foi inusitado:
O cara da frente me acenou em agradecimento ao que prontamente respondi com outro aceno. Em ato contínuo acenei para o cara de trás, e, uma mulher já idosa que seguia ao meu lado direito acenou para mim, como se me conhecesse.
Já o motorista do veículo que me seguia inesperadamente acenou-me com o dedo em riste, me “mandando fazer algo obsceno”. Preferi não responder.
Quer dizer: Algo de insano acontece com a minoria das pessoas que estão no trânsito de São Paulo, mas que facilmente contamina as outras, levando-nos todos, mais uma vez em movimento de rebanho, para o brejo.
Só não vamos porque estamos literalmente parados no maior estacionamento do mundo.
Qualquer dia desses sairemos com nosso carro da garagem e seguiremos a pé até nosso destino.
Catastroficamente, esse dia está muito próximo.



Realmente está ficando algo inusitado transitar pela cidade de São Paulo, seja de onibus, moto, carro, e até mesmo metro... e quando chove tudo piora...
ResponderExcluirLembrando as palavras do nosso prefeito..."A cidade está prontas para as enchentes"" éle só esqueceu das seguintes palavras" glub.. glub..glub" ou se implantaram o "TAXI AMIGO", para os apreciadores de cerveja... esqueceram de implantar no dia das enchentes "BARCO AMIGO" pra levarem a gente pra casa/trabalho ou vice versa...
Precisa ter é uma estruturação urbana, é um planejamento de transporte que funcione... quem sabe BARCOS daqui pra frente... rsrsrrs....Côca